Da insatisfação à ação: conheça a trajetória de Felipe Mandawalli, cofundador da startup Mettzer

Mais de 70 mil estudantes, pesquisadores e professores já utilizaram a plataforma em todo o mundo

O sonho de empreender sempre o moveu. A necessidade veio apenas dar um pequeno empurrão para o gaúcho de 30 anos, Felipe Mandawalli, que é formado em Publicidade pela UNIFRA e em Administração pela Universidade do Oeste de Santa Catarina. Como a maioria dos empresários, teve projetos invalidados, investiu recursos próprios, mas não desistiu e perseverou. Hoje, se dedica à Mettzer, empresa do mercado da tecnologia e educação que auxilia na gestão, orientação e desenvolvimento de pesquisas acadêmicas e científicas em forma de um software que organiza os trabalhos: lista de imagens ou tabelas, notas de rodapé, numeração de páginas ou capítulos, margens, espaçamento, tudo isso é gerado automaticamente. Além disso, a plataforma disponibiliza um programa completo para orientação online. Conheça mais sobre essa história de sucesso!

Sabemos que você é um entusiasta do empreendedorismo. Como essa história começou?
Desde criança sempre achava alguma coisa para vender, arrumava algum bico aqui e ali e trabalhos voluntários também. Com 20 anos iniciei minha primeira empresa e foi numa situação emblemática. Estava na faculdade, cursando publicidade e propaganda, eu tinha bolsa e tudo ia bem, até que no final do primeiro ano a bolsa “se foi” e eu precisaria de um trabalho que me pagasse mais. Na época eu fazia estágio numa agência de comunicação e com o salário não daria para pagar a mensalidade. Dessa forma, tive que escolher entre arrumar um emprego ou empreender (afinal, era uma alternativa). E foi assim que comecei, juntei todos os meus contatos e fui oferecer meus serviços de design e também comecei a vender anúncios no Grupo RBS. Dois anos e meio depois eu já havia largado a faculdade, aquele freela havia se transformado em três empresas nas áreas de comunicação, evento e digital. Com 24 anos saí destes negócios e me mudei para Santa Catarina e desde então tenho me dedicado ao mercado de tecnologia e inovação.


No que exatamente você trabalha atualmente?

Faço a parte de gestão e vendas B2B da Mettzer.


Como surgiu a ideia da Mettzer?

Foi um desafio enfrentado pelos sócios, estava na faculdade, cursando administração e lá estava aquela disciplina de metodologia da pesquisa, foi ali que comecei a buscar alternativas para aquela chatice. Ainda em 2014, não existiam muitas alternativas para formatar um trabalho de maneira mais simples. Quando encontrei o Sérgio Mendonça e o Everton Martins, ficou claro que aquela insatisfação não era só minha. Depois, com a entrada do Bruno Gianni, unimos forças para criar uma solução para estes problemas. 


Você já tinha desenvolvido algo parecido antes?

A Mettzer foi minha terceira startup, antes dela havia tentado um projeto na área de eventos e outro na área de negócios, mas ambos foram invalidados. O que é normal quando se busca inovar. Já a Mettzer foi validada muito rápido. Porém, foi a minha primeira experiência no mercado de educação.


Qual foi o maior desafio?

Com toda certeza, o maior desafio foi montar um time experiente e multidisciplinar. Encontrar pessoas empreendedoras, corajosas, engajadas e que acreditavam na causa da educação. Tiveram inúmeros outros desafios, como tecnologia, mercado, networking, dinheiro, etc. Eles só vão acumulando (risos).




O editor de texto online está no patamar que vocês esperavam? Como ele funciona?

Hoje, a Mettzer economiza 80% do tempo de formatação de um trabalho acadêmico nas Normas da ABNT. É algo muito bom, mas ainda está longe de onde queremos chegar e do impacto que iremos causar no mercado.


Qual o diferencial desse projeto?
Hoje, a Mettzer ajuda na gestão, orientação e desenvolvimento de trabalhos acadêmicos e pesquisas científicas. Além do editor de texto, possuímos um sistema completo para orientação online que ajuda muito os professores. Desenvolvemos também dois módulos, o primeiro atua na gestão de trabalhos e outro na gestão de editais de pesquisas, de modo que a Mettzer centraliza a produção de conteúdo acadêmico e científico na instituição de ensino, facilitando o fluxo de trabalho, melhorando a experiência de colaboradores, professores e alunos, promovendo economia em processos e gerando diversos indicadores.

Atualmente, mais de 70 mil estudantes, pesquisadores e professores do Brasil e mais oito países já utilizaram a nossa plataforma. Atuamos em dois modelos de negócios (B2C e B2B) e temos um blog sobre trabalhos acadêmicos que é um dos mais acessados do Brasil, com 500 mil acessos mensais.


Ainda há melhorias a serem feitas?

Com toda certeza, não desenvolvemos 10% da nossa visão de produto. Estamos trabalhando para adicionar todas as principais normas acadêmicas do mundo e também as normas dos periódicos e eventos. Já testamos um sistema de colaboração em tempo real, igual ao Google Docs, mas que ainda não está disponível. Também estamos trabalhando para melhorar os módulos de gestão. Enfim, temos um backlog gigante para entregar.


Quem investiu no projeto?

Além de um pequeno aporte recebido do Sebrae, todo o investimento do projeto foi por meio de recursos próprios. Atualmente estamos em busca de investimento para acelerar o nosso crescimento em vendas.

 

Sem comentários

Postar um comentário