Educação Corporativa – A expansão das UCs

Educação Corporativa – A expansão das UCs

A educação corporativa, ou educação empresarial, é um termo utilizado há pouco tempo dentro das organizações, porém sua prática já é vista muito antes da criação do seu conceito. Ela nasceu da percepção de que diversos problemas podiam ser resolvidos internamente e que impactariam positivamente no resultado final esperado pela empresa. Essa oportunidade de capacitar os colaboradores era a solução para as adversidades na busca da qualidade.

Com o aperfeiçoamento das técnicas, a educação corporativa deixou de ser um simples treinamento para qualificar a mão de obra, ou controlar o tempo na produção, e começou a avaliar todo o amplo contexto da organização. Com isso, o conceito de Treinamento e Desenvolvimento (T&D) ganhou força, pois busca levantar as necessidades em torno das competências do cargo, do ocupante do cargo e da tarefa a ser desenvolvida. Com essa análise é feito um planejamento, seguido de sua execução e avaliação.

Entretanto, quando começou a ser empregado, o treinamento teve maior relevância, visto que objetiva resolver problemas pontuais de forma rápida, proveniente de um diagnóstico momentâneo da organização. Já o desenvolvimento, que projeta um conhecimento contínuo e com a constante atualização do conteúdo, não recebeu tanta atenção por não demonstrar resultados de forma instantânea. Assim, os colaborados ficavam, por muitas vezes, estagnados na sua função e limitados ao seu conhecimento rotineiro, desencadeando uma desmotivação e insatisfação com as atividades desempenhadas.

Com a crescente desenfreada da competitividade, começou a ser percebida a grande mudança do perfil do colaborador “ideal”: pessoas com entendimento rápido dos processos, flexibilidade na condução de dificuldades e que buscam inovação. Atrelado a isso, as empresas notaram o grande comprometimento dos colaboradores com a excelência no seu desempenho e começaram a desenvolver treinamentos internos extremamente focados no conhecimento da organização.

Para isso, as empresas moldaram-se com áreas específicas que objetivam capacitar os colaboradores sobre conceitos relevantes dentro da empresa, como a cultura organizacional, os processos internos, gestão dos resultados e, principalmente, o alinhamento no desenvolvimento das competências. Surgindo assim as Universidades Corporativas, uma das mais importantes áreas dentro da educação corporativa hoje.

Essa evolução da educação corporativa, de qualificar para executar o processo a qualificar para entender o processo, não foi implementa no Brasil com a mesma presteza que em outros países. A primeira Universidade Corporativa que se tem conhecimento é a da General Electric nos Estados Unidos em 1955, já no Brasil elas só foram vistas por volta de 1990 e com maior expressividade na metade da década. Desde lá, o conceito começou a ser difundido e utilizado amplamente, com destaque para as organizações governamentais e, mais recentemente, as de iniciativa privada.

As Universidades Corporativas, ou UCs, estão em uma constante crescente, visto que a cada dia mais empresas aderem a capacitações personalizadas para a sua realidade e que refletem suas políticas, seus objetivos e seu planejamento estratégico. Sua base é uma aprendizagem focada e ágil, buscando reter os funcionários que demonstram destaque e, consequentemente, facilitando sua valorização.

Essa grande tendência das UCs é diretamente ligada à ampla expansão da educação a distância nos últimos anos, em razão de suas vantagens, como o alto custo-benefício a longo prazo e a propagação do mesmo conteúdo em larga escala. Por exemplo, uma empresa de abrangência nacional, independentemente de ter colaboradores de diversas regiões, com costumes diferentes, continua prezando pelas mesmas políticas e utilizando os mesmos processos. Sendo assim, o ensino a distância só ajuda a abranger mais indivíduos pelo menor custo.

Outro ponto-chave para a consagração das Universidades Corporativas é a dificuldade das universidades convencionais em manterem seus currículos atualizados. É importante ressaltar o fato de que não é uma questão de defasagem absoluta da universidade tradicional que ajudou na criação das UCs, mas sim o fato do complemento necessário para alinhamento dos conhecimentos, habilidades e atitudes da pessoa e da organização.

Para isso, os gestores que coordenam as UCs buscam introduzir diversos cursos, todos com disciplinas que visam atender as necessidades do seu público-alvo, que abrange os colaboradores dos níveis operacional, tático e estratégico. Há temas que costumam ser tratados em todos os níveis, como desenvolvimento de liderança, conhecimento tecnológico, resolução de problemas, raciocínio criativo e lógico e a visão global das atribuições de cada área da organização.

Diferente das universidades tradicionais, as corporativas não buscam apenas mestres ou doutores para produzir e conduzir seus cursos, mas também colaboradores experientes que demonstram domínio de determinado assunto e parcerias com outras empresas que podem agregar na qualidade final do aprendizado. As empresas que auxiliam nesse processo de ensino-aprendizagem podem ser empresas com experiência no assunto tratado, ou que apresentem soluções compatíveis com os objetivos da UC.

Um exemplo dessa parceria é a aplicação de jogos de empresa, por meio de simuladores gerenciais, onde os colaboradores obtêm a compreensão de todas as áreas da empresa. Deste modo, permite-se que eles tenham a visão global do funcionamento da empresa e não só do seu setor. Nesse sistema de gestão de empresas fictícias em um mercado simulado, eles acabam desenvolvendo competências, trabalhando em equipe, assimilando erro e acumulando experiência no processo de aprendizagem.

Por fim, a educação corporativa é muito menos complicada do que aparenta ser. A empresa não precisa criar uma área específica para cuidar da capacitação de seus colaboradores, basta reservar um tempo para dedicar ao diagnóstico das reais necessidades da empresa e buscar meios para implementar uma solução. Além disso, os benefícios trazidos por ela devem ser constantemente recordados e mensurados com indicadores-chave de performance (KPIs), como o aumento na produtividade, a qualificação, a diminuição na taxa de rotatividade dos funcionários e vários outros que impactam positivamente os objetivos da empresa.

Bernard Simulação Gerencial

Bernard Simulação Gerencial

Há 25 anos atuando no desenvolvimento de sistemas de simulação gerencial, a Bernard é referência na área de jogos de empresas e possui uma moderna linha de simuladores voltados à capacitação gerencial.

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