Ensino híbrido e outras tecnologias irão revolucionar a educação superior

Qual será a sala de aula do futuro? Você certamente já se fez essa pergunta. E se o ensino já vem se modernizando na educação básica, as inserções tecnológicas devem ser muito mais ostensivas no ensino superior. Uma criança com dez anos hoje será candidata a uma vaga nas universidades de meados da próxima década. Então, já conseguimos perceber o quanto a educação deve se transformar para atender a seres que nasceram com um tablet na mão.

Um estudo chamado “Dez tendências estratégicas que moldarão o ensino superior em 2025”, produzido pela consultoria de inteligência empresarial Nous Sense-Making, destacou a utilização massiva de tecnologias e metodologias de ensino a distância (EaD), e-learning, ensino híbrido, mobile learning, entre outras. Esse será o cenário do futuro descrito na pesquisa que contou com a participação de mais de 50 especialistas, além de consultores especializados que mapearam questões estratégicas em educação e inovação.

Dentre as tendências do futuro: ensino a distância

Segundo relatório divulgado no ano passado pela Associação Brasileira de Ensino a Distância (ABED), o ensino técnico EaD também saiu na frente. As instituições de ensino ofereciam 219 cursos técnicos a distância em 2016, número maior do que os bacharelados e licenciaturas. No mesmo ano, eram cerca de 55 mil alunos matriculados, número maior do que os estudantes de pós-graduação lato sensu (49 mil) e MBA (10 mil).

TV como base de ensino: T-Learning

As plataformas de ensino têm um grande papel nesse novo modelo. O chamado “T-learning”, por exemplo, faz uso da TV digital aproveitando seu potencial interativo para a educação e inovação. Levando em consideração que essa é uma das mídias mais importantes do mundo – por estar presente em quase todos os lares –, ela agora tem a função de retorno, podendo tornar um simples usuário em um aluno, contribuindo na tendência conhecida como “Educação one to one”, que possibilita a educação individualizada.

Processo de sala de aula invertida (SAI) para otimizar o tempo

Nesse sistema, chamado Flipped Classroom, em inglês, o aluno estuda o conteúdo curricular em casa e somente depois vai à escola debater com professores e colegas. Ou seja, o dever de casa se faz na escola e a aula é executada em casa, incitando o raciocínio prévio. O americano Jonathan Bergmann, pioneiro do método e um de seus criadores, em entrevista do G1, diz que a SAI está sendo usada agora em algumas das mais prestigiadas universidades do mundo, incluindo Harvard, Yale, MIT e Stanford e pesquisas e relatórios de praticantes confirmam a eficácia do método.

Novas expressões devem entrar no vocabulário

Algumas das expressões que farão parte do cotidiano do futuro do sistema educacional, segundo a Nous Sense-Making:

E-learning – Aprendizado realizado por meios digitais.

Blended learning – Extensão do e-learning, inclui situações presenciais.

Ensino híbrido – Uso integrado de meios presenciais e virtuais no processo educacional.

Mobile learning – Ensino realizado em qualquer lugar, a qualquer momento.

Adaptive learning – Conjunto de tecnologias adaptadas a cada perfil de aluno.

T-learning – Convergência entre tecnologias e televisão

 

Sem comentários

Postar um comentário