Onde a educação tem dado certo: conheça diferentes sistemas educacionais

Educar: essa é a palavra de ordem quando falamos de países com alto grau de desenvolvimento, ou mesmo países que desejam se desenvolver de forma a criar cidadãos mais conscientes de seu papel na sociedade e preparados para os inúmeros desafios encontrados constantemente.

Contudo, mesmo a educação sendo o ponto central e o mais importante no desenvolvimento de um país, sua aplicação depende de algumas variáveis, como nível de investimento, qualificação dos profissionais, estrutura e filosofia de ensino. Igualar essas variáveis a fim de tornar o resultado positivo para a educação é uma tarefa complexa, mas que se bem executada gera indicadores que demonstram a capacidade do país em gerar cidadãos mais preparados para a sociedade.

 

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O que são e como ocorrem as avaliações:

Esses indicadores podem ser visualizados no Pisa, sigla em inglês para o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes, que tem por objetivo produzir dados que contribuam para a discussão da qualidade da educação nos países participantes. O Pisa é coordenado pela OCDE, a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, onde diversos países são filiados. Em conjunto, os países e a organização definem as métricas que serão utilizadas para medir o nível de ensino.

Atualmente as avaliações do Pisa são pautadas em 3 áreas do conhecimento Leitura, Matemática e Ciências , sendo as provas aplicadas a cada 3 anos.

Ao final de cada ciclo de provas é divulgado um ranking com os países com melhor educação, e que de acordo com o Inep, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais, são os países mais capazes de preparar seus jovens para exercer o papel de cidadãos na sociedade contemporânea.

Na última prova do Pisa, executada em 2016, os seguintes países apareceram no ranking dos 5 melhores:

  • Cingapura;
  • Japão;
  • Hong Kong;
  • Finlândia;
  • Estônia.

 

O que esses países têm em comum para serem considerados referências?

Nesses países a educação tem dado certo e vem gerando indicadores sempre crescentes de melhoria. Mas o que eles têm em comum para serem considerados referências nessa área?

A resposta está na equação da educação, onde variáveis como investimento em infraestrutura e qualificação de professores são priorizados e fortemente aplicados. Ou seja, nesses países a educação é tratada como chave para o crescimento e desenvolvimento, e não somente como um indicador utilizado em relatórios e exibições.

 

O método de equidade utilizado na Estônia:

Outros pontos também têm feito países que antes não eram reconhecidos, se tornarem referência em educação. Um exemplo é a Estônia, que utiliza o método de equidade para prover um crescimento uniforme da educação. Herdado de preceitos da antiga união soviética, esse método determina que todos devem receber a mesma educação e ter as mesmas oportunidades, independentemente de classe e poder aquisitivo.

Assim, as escolas fornecem o mesmo sistema educacional e infraestrutura para todos os alunos do ensino público, não existindo diferenciação entre classes. Ou seja: o estado dispõe de um ensino público de qualidade e com um padrão que pretende equalizar os alunos, fazendo com que todos cresçam e tenham oportunidades.

Isso faz com que a Estônia, com pouco mais de 45 mil quilômetros quadrados, possua uma educação de maior qualidade se comparada ao Brasil, um país com mais de 8 milhões de quilômetros quadrados e o quinto maior do mundo em extensão.

 

O que fazer para reverter o cenário?
Por aqui, ocupamos a 63ª posição em Ciências, a 59ª em Leitura e a 66ª em Matemática, ficando atrás de países da própria América do Sul, como o Chile e outros. Diante destes dados, voltamos a levantar a importância para os temas sobre Como a nova geração aprende, Por que inovar na educação? e Fora da Caixa, a educação para o século XXI. E, desta maneira, buscar trazer cada mais inovação ao sistema educacional brasileiro, tornando-o mais eficaz, despertando o interesse dos cidadãos brasileiros desde cedo. Ainda que o Brasil possa estar distante de tal avanço, do ponto de vista tecnológico e de investimentos públicos, iniciativas privadas podem representar um grande começo.

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