Por que inovar na Educação

Por que inovar na Educação?

Não é de hoje que se fala que a solução para os problemas brasileiros é a Educação. Porém, ao analisar o sistema educacional, se veem ainda mais problemas. A solução, neste caso, parece estar na inovação do sistema.

A educação no formato tradicional, com professores de um lado da sala, alunos sentados em suas cadeiras olhando para um quadro branco e tentando absorver conteúdos puros e expostos sem contextos práticos, vem se mostrando cada dia menos eficiente. E não é à toa que a evasão escolar é um problema no Brasil e em diversos países do mundo. Vídeo games, brincadeiras na rua, livros, são muito mais interessantes e às vezes até mais educativos em termos de produtividade do que as idas à escola, sem falar da necessidade de trabalhar e auxiliar no sustento da família, em muitos casos.

As crianças de hoje, desde o início da vida estão contato com grande volume de informações através dos diversos canais de comunicação aos quais são expostas. Aprender a filtrar e sistematizar essas informações, a fim de que sejam usadas para algo produtivo, parece ser a competência do século. O papel do professor, passa de detentor do conhecimento para um mentor, o qual facilita a interação do indivíduo com os diversos meios de busca e ferramentas, a fim de que este possa descobrir o mundo de informações do qual dispõe, como e para que usá-las.

Os desafios para transformar o ambiente escolar, no entanto, são muitos. Não basta modificar o método de ensino, nem mesmo as ferramentas, são necessárias no Brasil, grandes mudanças estruturais. São regulamentações, qualificação de profissionais, métodos de gestão e avaliação, e talvez principalmente uma mudança no foco que se dá para o ensino no Brasil. A grosso modo, falamos de escolas, públicas e privadas, que ao longo de mais de 10 anos de vida escolar, ensinam seus alunos a como serem bem sucedidos em provas de vestibular. Por quê? Por que há metas a cumprir, há avaliações do Ministério da Educação a serem realizadas, para mudar ambientes, adquirir ferramentas e qualificar profissionais incorrem uma série de custos, às vezes inexistentes, às vezes escassos, às vezes vistos como investimentos pouco ou nada rentáveis, entre outros tantos “empecilhos”.

Apesar de tudo, inovar na educação é possível e necessário. A organização Porvir, trouxe em um de seus artigos do blog, 10 passos para inovar no ensino e na aprendizagem. Neste texto estão traduzidos os 10 passos, escritos em um cartaz por Nikolai Seets e Dorrit Soresen, que eram colados em suas salas de aula na Dinamarca. Dentre os passos, destacamos aqui alguns, alinhando-os aos desafios levantados:

  • Da teoria à prática:
    A forma que os conteúdos se apresentam ainda está muito desconexa se sua aplicação prática. Quantas vezes já ouvimos crianças perguntando, e até mesmo nos perguntamos, para que serve a fórmula de Báskara? O processo de ensino deve mudar no sentido de fazer com que o conhecimento teórico seja uma base para conceber e desenvolver soluções aplicáveis no mundo real.

 

  • Das respostas às perguntas
    Mais do que apenas saber o que responder, os alunos precisam ser capazes de questionar, de criticar o ambiente que os cerca. Em um de seus artigos sobre educação, o portal Hypeness, coloca uma frase muito reflexiva neste aspecto: “O aluno termina a escola com o nome de todos os presidentes do Brasil na ponta da língua, mas não é capaz de fazer uma escolha consciente na urna.”
    A sala de aula deve ser um espaço onde se aprende a pensar, refletir, e questionar o mundo que nos cerca.

 

  • Do agente passivo para o ativo | Da aprendizagem com a cabeça para a aprendizagem com todo o corpo
    É preciso transformar também o papel do aluno e não só do professor. Os alunos devem ser inteiramente imersos na geração de novos conhecimentos e soluções. Além disso, devem poder experienciar o conhecimento, utilizar todos os sentidos no processo de aprendizagem e não só a visão e audição.
    Modificar ambientes e adequar os métodos e ferramentas no entanto, pode ser difícil e custoso, como falamos anteriormente. Porém, com criatividade e vontade, é possível transformar escolas em verdadeiros laboratórios utilizando poucos recursos. Conheça as escolas Lumiar, Escola da Ponte, e Escola dos Sonhos.

 

  • Do professor como detentor do conhecimento ao facilitador
    Com o volume de informações que chegam aos estudantes, é impossível que professores saibam de tudo, aliás, eles não precisam, o conhecimento já está lá, publicado na internet de acesso rápido e fácil aos alunos. O papel do professor deve passar então para um papel facilitador, sendo a pessoa que poderá auxiliar e dar suporte aos alunos para que estes consigam acessar, sistematizar e utilizar este conhecimento disponível da melhor forma e para o melhor fim.

Como colocar tudo em prática, com um sistema avaliativo rígido e políticas educacionais que dividem tantas opiniões? Esta é uma pergunta ainda a ser respondida. O que se pode fazer hoje é aos poucos inovar em métodos, ambientes, conteúdos, ferramentas, e praticar a educação que se espera para o futuro. Provando assim que é possível, relevante e necessário modificar o modo como crianças, adolescentes e adultos ensinam e aprendem.

Para incentivar professores de todo o Brasil, o Porvir lançou um desafio – o diário de inovações. Confira e contribua!

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