Recursos Educacionais para o processo de aprendizagem

A criação de recursos educacionais para o ensino tradicional faz parte de um processo natural de desenvolvimento, que tende a acompanhar as inovações que ocorrem paralelamente ao ambiente de ensino. Justamente por ser um crescimento correlato que a introdução da tecnologia é fortemente notada, passando de técnicas exclusivamente presenciais até a completa integração aos ambientes virtuais. Um ponto-chave é a segmentação de ferramentas de acordo com os públicos e conteúdos específicos, visto que cada um exige uma metodologia distinta para que o objetivo seja alcançado.

Um fruto dessa adaptação é a integração de tecnologia no ensino fundamental. Os alunos crescem rodeados de diversos mecanismos que os interligam o tempo todo e os fazem desenvolver habilidades de solucionar um grande número de tarefas em um curto espaço de tempo. Sendo assim, faz parte da didática do profissional que trabalha com ensino buscar meios para amparar essa necessidade de agilidade e praticidade. A simples introdução de técnicas de gamification, por exemplo, em conteúdos maçantes que antes eram considerados pouco relevantes pelos alunos, pode ser a porta para a identificação e interesse na matéria. Além de, por muitas vezes, facilitar o trabalho do professor na fixação do conteúdo.

Com a crescente necessidade de interação entre o ensino tradicional com o ensino a distância, obteve-se o surgimento de Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVAs). Essa ferramenta é normalmente utilizada para facilitar a interação entre o aluno e o professor, como uma extensão da sala de aula, onde o professor disponibiliza materiais em forma física e digital. Mas também pode ser utilizado como parte da frequência do aluno, ao assistir vídeoaulas ou fazer videoconferência. Por fim, é usado como e-learning, que tem um caráter integralmente virtual, para disponibilização de materiais didáticos e treinamentos. Ao permear todas as modalidades de ensino, é considerado um dos recursos fundamentais hoje, além de conseguir agregar outros recursos em seu ambiente, como tarefas dinâmicas e a otimização do trabalho do professor.

Um exemplo que pode ser citado são os laboratórios, um recurso usado há muito tempo por proporcionar a experiência prática necessária em alguns conteúdos. Os laboratórios são espaços físicos estruturados especificamente para atender alguma necessidade, mas diferente do que se tem costume de pensar, não são só ligados à área da saúde, como antigamente. Hoje qualquer espaço, ou sala, que seja disponibilizado com um equipamento necessário para desenvolver algum experimento já pode ser considerado um laboratório. No meio acadêmico, há uma crescente em laboratórios de gestão, que precisam somente de mesas ou computadores, a fim de treinar negociações ou desenvolver campanhas de propaganda e publicidade, por exemplo.

Outra grande ferramenta utilizada são os simuladores, que assim como os laboratórios, buscam unir a teoria a pratica do conteúdo. A maior gama de simuladores é voltada para a área da gestão, que trabalham os temas de planejamento estratégico, cadeia de suprimentos, operações, marketing, finanças e gestão de pessoas. Os simuladores gerenciais fazem parte da teoria dos Jogos de empresa, que tiveram início nas salas de aula dos Estados Unidos na década de 50, e anos depois migraram para a internet, onde se consagraram e são essenciais desde as escolas, passando pelas universidades até a educação corporativa.

Ao levar em consideração que a Administração é uma ciência aplicada, os simuladores gerenciais entram como uma experiência positiva para alunos de universidades, que nunca tiveram contato com empresas de determinados setores. Essa experiência se estende também para executivos ou para colaboradores, onde tiram proveito do desenvolvimento da visão sistêmica da organização. Em sí, os simuladores podem ter diversas adaptações, visto que visam sempre analisar uma situação ou um mercado, gerando um aproveitamento maximizado pelo aluno, que tem suas necessidades de aprendizado atingidas.

É importante destacar também que existem ferramentas simples que podem ser utilizadas de forma rápida, dinâmica e que sejam com foco no processo de aprendizagem. A maioria desses recursos é encontrada em sites e softwares normalmente, de forma gratuita, pois buscam serem exercícios fixadores do conteúdo. Um ótimo exemplo é a ferramenta Kahoot, que nada mais é que uma plataforma onde o professor pode inserir perguntas e respostas, como um quiz, e os alunos devem testar seus conhecimentos. Cada aluno deve acessar o site por meio do seu smartphone e assinalar a resposta que concorda ser a correta para cada pergunta, de maneira simultaneamente com seus colegas de sala. Essa ferramenta foi desenvolvida justamente para deixar o ambiente educacional mais dinâmico e interativo.

Por fim, cada ferramenta disponível tem um nível de complexidade diferente e respeita alguma modalidade de interação com os indivíduos. Porém todas convergem em um mesmo ponto, o de auxiliar o processo de aprendizagem a atingir um objetivo, no caso, o aprendizado. Para escolha do melhor recurso, é importante analisar quais são as premissas e restrições, os conteúdos e metodologias, as necessidades e diferenciais da metodologia de ensino e das opções disponíveis. Desta forma, a escolha será mais assertiva para a necessidade.

Bernard Simulação Gerencial

Bernard Simulação Gerencial

Há 25 anos atuando no desenvolvimento de sistemas de simulação gerencial, a Bernard é referência na área de jogos de empresas e possui uma moderna linha de simuladores voltados à capacitação gerencial.

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